
Guia da Chapada dos Veadeiros com o que fazer, melhores cachoeiras, trilhas, onde ficar, quando ir e como chegar. Inclui Parque Nacional, Vale da Lua, Loquinhas, Santa Bárbara, Almécegas II, Cavalcante e São João d’Aliança.
Atualização para 2026: este guia nasceu de viagens feitas entre 2014 e 2019. Mantive os relatos e impressões pessoais, mas revisei em 2026 as informações práticas que mais mudam com o tempo — preços, regras de visitação, acessos, internet, meios de pagamento e funcionamento dos atrativos. Sempre que possível, incluí links oficiais ou institucionais para você conferir novamente antes da viagem.
Para dar uma boa energizada, que tal uma cachoeira? Em meio ao Cerrado do nordeste de Goiás, a Chapada dos Veadeiros reúne cânions, rios, cachoeiras, campos rupestres e algumas das formações rochosas mais antigas do planeta. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, foi ampliado em 2017 e hoje protege aproximadamente 240,6 mil hectares. Desde 2001, integra o sítio reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO. Massa, sim ou sim? Quem mora em Brasília já tem aquele destino marcado em feriadões ou em finais de semana especiais: pegar a estrada para Alto Paraíso, a cidade que serve de portal para a Chapada, e curtir uma cachu. Para se livrar do calor capetônico que assola a região em grande parte do ano, as águas geladíssimas se encaixam bem. Foi o que fizemos já três vezes! São cerca de 230 a 250 km de Brasília, dependendo do ponto de partida e da rota, normalmente algo em torno de 3 horas de carro até Alto Paraíso.
Há também o vídeo acima, que fala sobre cada uma das cachoeiras citadas neste post (exceto as de São João d’Aliança). Há um foco maior nas cachoeiras do Parque Nacional. É um vídeo muito dinâmico, divertido e bastante completo. Acessem!
Guia de Viagem
Vale a pena visitar a Chapada dos Veadeiros?
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| O objetivo na última visita à Chapada era tirar foto de estrelas. Conseguimos! |
Se você mora em Goiás ou no DF, a resposta é: a não ser que odeie cachoeiras, você deve visitá-la. É quase uma obrigação moral conhecer uma reserva natural tão bonita.
Se você mora longe, vale a pena, sim. Pegue uma passagem para Brasília, gaste uns dois dias conhecendo a capital do país, tão famosa pela arquitetura única de Oscar Niemeyer, e parta para a Chapada dos Veadeiros. O pitoresco e o místico esperam por quem visita o lugar.
Como chegar?
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| As botas da Liliam, que já percorreram quatro continentes. |
De Brasília até Alto Paraíso são cerca de 230 a 250 km, normalmente algo em torno de 3 horas de carro. O acesso principal é pela BR-010/GO-118.
Atualização para 2026: a GO-239 entre Alto Paraíso e São Jorge é asfaltada, e São Jorge continua sendo a principal porta de entrada do Parque Nacional. Para informações institucionais sobre os destinos da região, consulte a Goiás Turismo e, para o Parque Nacional, o site oficial de visitação.
Dica: continue baixando os mapas para uso offline. Mesmo em 2026, o sinal pode desaparecer nas estradas de terra, cânions e áreas rurais.
Onde se hospedar?
Atualização para 2026: Alto Paraíso continua sendo a base com mais serviços e hospedagens; São Jorge é excelente para quem quer ficar perto da entrada do Parque Nacional; Cavalcante é a base mais conveniente para Santa Bárbara, Capivara e outros atrativos Kalunga; e São João d’Aliança funciona muito bem para atrações ao sul da Chapada. Consulte opções atuais no portal da Goiás Turismo. As hospedagens citadas abaixo fazem parte do nosso histórico de viagens e devem ter disponibilidade, nome, administração e canais de reserva conferidos novamente.
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| Descansando na Casa África, em Alto Paraíso. |
Você pode se hospedar em pousadas ou hotéis fazenda ao redor da Chapada, bem como em fazendas do Airbnb, caso queira uma experiência mais próxima da natureza. Basta pesquisar. Também é possível se hospedar nas cidades da região. Quatro bases aparecem com frequência nos roteiros pela Chapada dos Veadeiros:
- São João d’Aliança: é a primeira dessas bases para quem vem de Brasília. Tem até uma plaquinha brilhante dizendo “bem-vindos!”. Normalmente as pessoas ignoram, mas ali existem duas grandes pérolas escondidas na Chapada dos Veadeiros: a Bocaina do Farias e a Cachoeira do Label. E vale a pena ficar lá, também!
- Alto Paraíso de Goiás: é uma das cidades com melhor infraestrutura da região, o que não significa muito, mas é algo. Vias asfaltadas, boa oferta de hotéis e campings para todos os gostos e bolsos, além de uma rua principal movimentada e com muitos restaurantes. É bem perto do Parque e de várias cachoeiras boas, como Almécegas II, Loquinhas e Vale da Lua. Ah, quem quiser também se proteger contra um possível apocalipse causado por invasão de alienígenas, saiba que a cidade possui estrutura espiritual para garantir a sua sobrevivência.
- São Jorge: é uma vila com infraestrutura simples. A estrada até São Jorge é asfaltada. Na época da nossa visita, muitas ruas da vila ainda eram de terra. Quando passa um carro, sobe um poeirão de que a Ivete Sangalo estaria orgulhosa. Há também boa oferta de pousadas, campings e restaurantes muito agradáveis! Para quem quiser uma experiência mais rústica e rural, é este o lugar. Fica do ladinho do Vale da Lua. Nos últimos tempos, São Jorge tem se destacado em relação às outras cidades, pois suas pousadas estão uma graça e os restaurantes super “fofinhos” e com comida boa! Compensa ficar lá!
- Cavalcante: essa é mais afastada e fica a cerca de 2 h de Alto Paraíso. A infraestrutura é razoável, com vias asfaltadas e serviços básicos, embora não haja uma rua principal concentrando tantos restaurantes quanto em Alto Paraíso. A principal vantagem de se hospedar ali é a proximidade da Comunidade Quilombola Kalunga, onde fica a cachoeira Santa Bárbara, famosa por sua água azul turquesa. Como é necessário sair cedo para chegar à cachoeira perto do meio-dia, ficar hospedado em Cavalcante ajuda bastante para quem é parente do Seu Madruga e não gosta muito de acordar com as galinhas.
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| Alienígenas do Chappada Hotel. |
Ao longo dessas viagens, ficamos principalmente em Alto Paraíso, mas também nos hospedamos em São Jorge e São João d’Aliança.
- Junho de 2014: ficamos no Chappada Hotel. É grande, tem quartos confortáveis e bom café da manhã (para nossos padrões). Além disso, havia um monte de bonecos de alienígenas por todos os cantos, vestidos de tudo quanto é jeito! Deu para tirar altas fotos! Haha. Recomendamos, se houver vaga. Vale reservar com antecedência.
- Abril de 2017: alugamos uma suíte externa em uma fazenda no Airbnb, a suíte da “Casa Indaiá”. A suíte era muito boa: relativamente perto do centro, mas, ao mesmo tempo, suficientemente afastada, com ar-condicionado e tudo mais. O melhor é o céu estrelado, se for época de lua nova e o céu estiver sem nuvens. É espetacular! Pena que, nessa época, só pegamos chuva e não deu para aproveitar nada. Alugando essa suíte, você não tem acesso ao restante da casa, somente à suíte, o que funcionou muito bem para nós.
- Setembro de 2017: voltamos para a mesma fazenda com um grupo de amigos do Piña Blog, pois adoramos o lugar e queríamos tirar fotos do céu estrelado. Dessa vez, alugamos a “Casa da África” inteira. É um ótimo lugar para se ter uma experiência bem calma e aconchegante.
- Setembro de 2018: essa foi a vez mais diferente, pois ficamos em São João d’Aliança, e fomos com dois amigos, Dani e André. Ficamos em um chalé na lindíssima Pousada Rebendoleng, uma ecopousada mantida por dois anfitriões maravilhosos, o Seu Geraldo e a Dona Marlene. São três chalés disponíveis e uma área de camping. Ela oferecia café da manhã incluso e um jantar à parte, que era uma delícia. Na época, a reserva era feita diretamente com os anfitriões. Atualização para 2026: como esse contato é antigo, prefiro não tratá-lo como canal atual; confirme a pousada em fontes recentes antes de reservar.
- Janeiro de 2019: dessa vez, ficamos no Valle das Pedras, que fica a cerca de 5 km de São Jorge por estrada de terra, ou seja, pertinho. Alugamos pelo Airbnb, e o anúncio era Suíte Simples de Casal 02 Valle das Pedras. Era, como o nome diz, uma suíte bem simplesinha, com uma cama e um banheiro. Do lado de fora havia uma mesa, onde fizemos alguns lanches que levamos, uma rede em que dava vontade de ficar o dia inteiro e uma cadeira pendurada. A suíte não tinha frigobar. Havia outras opções de chalés com cozinha e geladeira. Era só conferir no perfil deles do Airbnb. Uma vantagem de ficar nesse lugar é que tínhamos livre acesso às cachoeiras e à prainha do Valle das Pedras. Assim, saindo do nosso chalé, em apenas dois minutos de caminhada já estávamos em uma cachoeira, o que era ótimo para relaxar no fim do dia. Adoramos!
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| Visão do nascer do Sol na Casa da África, em Alto Paraíso. |
Quando ir? Como é o clima?
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| Um mirante na trilha para a cachoeira Almécegas II. |
De modo geral, a Chapada tem uma estação seca no inverno e uma estação chuvosa no verão. Para trilhas longas e menor risco de chuva, maio a setembro costuma ser a janela mais procurada. Por outro lado, no auge da seca algumas quedas ficam com menos volume, a umidade cai bastante e aumenta o risco de incêndios. Na estação chuvosa, a vegetação fica muito verde e as cachoeiras ganham volume, mas cresce o risco de raios e de cabeças d’água — fenômeno que pode ocorrer mesmo sem chuva exatamente onde você está.
Atualização para 2026: eu não trataria mais “a última semana de setembro” como uma data fixa para o início das chuvas. O regime varia de ano para ano. Antes de cada trilha, confira a previsão do tempo e siga as orientações dos responsáveis pelo atrativo e do Parque Nacional.
Internet? Como é?
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| Pedindo aos céus que venha uma internet boa! |
Atualização para 2026: aquela comparação antiga entre TIM, Claro e Vivo não é mais uma boa referência. A cobertura melhorou bastante nas áreas urbanas, mas continua irregular em trechos rurais, trilhas e vales. A própria Anatel mantém mapas de cobertura móvel e ressalta que relevo e obstáculos podem criar zonas de sombra. Por isso, baixe mapas offline, salve reservas e ingressos no celular e não dependa de sinal durante as trilhas.
Dinheiro ou cartão?
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| Vista do Mirante Nova Aurora, em Cavalcante, Goiás. |
Atualização para 2026: Pix e cartões estão muito mais presentes na Chapada do que quando escrevemos este texto. O Pix, criado pelo Banco Central, facilitou bastante o pagamento em pousadas, restaurantes e atrativos. Ainda assim, muitos locais dependem de conexão móvel para cobrar por Pix ou cartão. Leve algum dinheiro em espécie como reserva, especialmente para áreas rurais, estacionamentos, pequenos comércios e situações de falta de sinal.
Quanto tempo ficar?
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| Um lindo lago em algum lugar. Não me lembro onde era, já faz tempo! Haha! |
Ao gosto do freguês. Dois dias permitem uma escapada rápida; 4 a 5 dias já dão um roteiro bem mais confortável entre Alto Paraíso, São Jorge e alguns atrativos próximos. Para incluir Cavalcante e São João d’Aliança sem transformar a viagem em uma corrida, uma semana funciona muito melhor.
Que história é essa de alienígenas?
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| Disco voador na frente do Chappada Hotel. |
Assim que entrar em Alto Paraíso, vai notar que a cidade tem um pórtico em formato de nave espacial. Ao entrar na cidade, vai perceber uma nave espacial colorida piscando, com bonecos de alienígenas verdes na porta, e verá que é uma pousada. Há lojinhas com souvenirs de ETs e pedras supostamente energizadoras. Há ainda outra pousada em que cada casinha tem formato de nave espacial. As praças possuem nomes de elementos: praça do fogo, do vento, da água, do coração.
A primeira coisa que se pensa é: que tipo de Toddyinho estragado esse povo fuma? Por causa da grande quantidade de quartzo na região, o lugar sempre foi associado a muito misticismo. Há quem realmente acredite que ali seja um lugar propício para contato com alienígenas. É o que alguns moradores juram de pés juntos. E não é zoeira não. Fale com alguns deles em lojinhas e notará: a coisa é séria!
Pois então refugie-se até as colinas e defenda-se dos aliens em Alto Paraíso de Goiás!
Preciso de um carro 4×4?
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| Na rodovia entre Alto Paraíso e São Jorge. |
Para boa parte dos atrativos mais conhecidos, não é obrigatório ter 4×4. Os acessos principais por Alto Paraíso e São Jorge melhoraram e o trecho da GO-239 é asfaltado. Ainda assim, várias cachoeiras ficam em propriedades rurais e as condições das estradas de terra mudam muito com chuva, manutenção e época do ano.
Atualização para 2026: não use mais a condição da estrada descrita neste relato antigo como referência para decidir o carro. Por exemplo, a página institucional da Bocaina do Farias informa que os últimos 2 km exigem 4×4. Para outros atrativos, confirme diretamente antes de sair. Carro muito baixo continua sendo uma escolha ruim para muitos acessos rurais.
Agora, vamos falar sobre as cachoeiras em si!
Informações importantes para visitar em 2026
- Parque Nacional: compre ou confira ingressos e horários no site oficial de visitação.
- Unidades de conservação: consulte também o ICMBio para normas e informações institucionais.
- Atrativos privados: preços e horários mudam com frequência. Os valores deste post foram revisados em 2026 quando havia fonte institucional disponível, mas confirme novamente antes da viagem.
- Temporada de chuvas: respeite interdições e orientações locais. Em caso de chuva forte ou risco de cabeça d’água, não insista no banho ou na trilha.
- Guias: alguns atrativos exigem acompanhamento, especialmente em territórios Kalunga e acessos mais remotos.
Cachoeiras que visitamos
Cachoeiras próximas de São Jorge
Trilha dos Saltos no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Visitamos em: janeiro de 2019 Entrada na época da visita: gratuita Trilha: difícil (10 km de extensão, com desnível de 300 m). Pode ser completada em 6 a 8 h. Cidade mais próxima: São Jorge
Atualização para 2026: o Parque Nacional não tem mais entrada gratuita para o público geral. O site oficial de visitação informa atualmente R$ 49 inteira, R$ 24,50 meia e R$ 5 para moradores do entorno, além de hipóteses de isenção. O parque funciona diariamente das 8 h às 18 h, com horários específicos de acesso às trilhas. O ICMBio também mantém informações sobre a política de ingressos da concessão. Valores podem ser reajustados, então confira antes da visita.
É uma das trilhas mais conhecidas do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e leva a dois saltos belíssimos, que não têm nome, e são identificados como Salto de 120 m e Salto de 80 m.
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| Vale do Rio Preto. É lindo até demais. As fotos não mostram a grandiosidade! |
A trilha atravessa, por um longo trecho, a paisagem típica do Cerrado, com suas árvores retorcidas e preservadas em seu estado original. Em um determinado momento ela se divide em duas: de um lado, vai-se para o Vale do Rio Preto, onde se veem os saltos propriamente ditos; de outro, vai-se para uma área de corredeiras.
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| Este é o Salto de 120 m. Você apenas o vê a partir do mirante. |
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| Este é o Salto de 80 m. Não dá para chegar perto, mas dá para banhar no rio à frente dele. |
Na primeira, o Salto de 120 m, não se pode entrar, é apenas para contemplação. Já a segunda, o Salto de 80 m, possui área de banho, embora não se possa chegar perto, pois existe grande risco de afogamento. No caminho para esses saltos, há também a vista que, para mim, é a mais bonita da Chapada dos Veadeiros, sem dúvida! É a vista no mirante do Vale do Rio Preto, que é o grande cartão-postal do parque.
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| Carrossel ao lado. Uma trilha com ponte de madeira. Achamos lindo! |
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| A visão do Carrossel. |
Após os dois saltos, voltamos pela trilha até o ponto onde ela se divide, e fomos para as corredeiras. Há duas paradas principais. A primeira é o carrossel. E, não, não saímos de um parque de natureza para um parque de diversões! O carrossel é uma série de quedas que fazem curvas. Tem um mirante legal, mas só dá para descer na época da seca. A segunda parada corresponde às corredeiras. A correnteza pode ser forte, então, se for entrar, melhor saber nadar. Depois, a trilha retorna em direção à portaria.
Atualização para 2026: a antiga regra descrita aqui, com fichas e limite geral de 750 pessoas, não deve mais ser usada como orientação atual. A operação mudou com a concessão. Compre o ingresso e confira regras, horários e eventuais limitações diretamente no site oficial do Parque Nacional.
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| Essa trilha é de tirar o fôlego! |
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| Sempre bom entrar em contato com a natureza! |
Trilha dos Cânions no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Visitamos em: janeiro de 2019. Entrada na época da visita: gratuita Trilha: médio/difícil (11 km no total) Cidade mais próxima: São Jorge
Atualização para 2026: esta trilha também está sujeita ao ingresso e aos horários atuais do Parque. Consulte o site oficial do Parque Nacional para mapas, condições das trilhas e avisos operacionais.
É mais uma trilha no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Ela é um pouco mais simples do que a Trilha dos Saltos.
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| Liliam posando para uma foto no caminho da trilha… E aproveitando para relaxar, haha! |
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| Uma ponte no caminho até os cânions. |
O trecho inicial tem aproximadamente 3 km de trilha — cerca de 6 km considerando ida e volta —, é praticamente plano e, pelo menos na minha opinião, não tem muitos atrativos. A partir de certo ponto, a trilha se divide em dois caminhos. Um caminho vai para as Cariocas, e o outro segue para o Cânion II.
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| No caminho do Cânion I, uma descida bem íngreme! |
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| Liliam pleníssima fazendo yoga em uma pedra que ela julgou ser perfeita para esse propósito. Haha! |
Ambos os cânions são lindos, mas só banhamos no Cânion I, pois, assim que chegamos ao Cânion II, começou uma chuva forte, e o risco de cabeça d’água aumentou. Optamos por não arriscar nossas vidas e voltamos pela trilha.
Atenção: existe um limite de 750 pessoas no parque. Então, caso seja feriado ou alta temporada, chegue cedo. Houve dias em que as fichas, distribuídas ao chegar, acabaram em 30 minutos.
Vale da Lua
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| Liliam sentada em uma das pedras do Vale da Lua. |
Visitamos em: junho de 2014 e setembro de 2017 Recomendamos em: qualquer uma dessas épocas Trilha: fácil (600 m) Entrada na época da visita: R$ 20 Cidade mais próxima: São Jorge
Atualização para 2026: a Secretaria de Turismo de Alto Paraíso informa entrada de R$ 40, funcionamento das 8 h às 17 h e trilha de aproximadamente 1,5 km ida e volta. O Vale da Lua é propriedade particular; confirme o valor novamente antes de ir.
Se a vibe espacial já é forte na região, imagine quando você chega a um lugar chamado Vale da Lua. É fácil entender por que ela recebeu esse nome ao ver uma imagem do lugar: as formações rochosas cavadas lembram as crateras lunares.
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| Próximo de uma cachoeira no Vale da Lua. Esse trecho somente aparece na época da seca. |
As águas do rio São Miguel que passam pelas pedras são bem transparentes. Se o sol estiver incidindo sobre elas, os poços ficam ainda mais bonitos para banho, dada a boa visibilidade. É importante ter cuidado ao nadar e ao passar pelas formações rochosas, para não bater a cabeça em alguma pedra.
Agora, pense em uma água gelada. Multiplique isso por um fator considerável e vai entender como é a água do local. Acho que gelada é apelido. Tem que ligar um aquecedor pesado naquelas águas para que se possa chamá-las de geladas. Era como se mil espadas atravessassem o corpo.
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| Em um dia no Vale da Lua em que estava bem vazio e agradável! |
Dica: entrar de corpo e alma logo nas águas antes que desista. Mas, claro, não pule, a não ser que queira se machucar seriamente ou correr um risco ainda maior.
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| Água bem transparente! |
Fomos em duas épocas: uma em junho e outra em setembro. Foi interessante ver como o lugar estava diferente. Em junho, os poços ainda estão cheios devido à época da chuva, então são muito fundos. Em setembro, por conta da seca, os poços estão mais vazios, ainda que fundos, e dá para, inclusive, chegar ao final. Além disso, alguns pontos entre as pedras ficam expostos, e surgem mais lugares para explorar. De todo modo, cada época oferece uma experiência diferente. O importante é visitar esse lugar muito massa!
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| A trilha até o Vale da Lua é fotogênica! |
Curiosidade: foi nesse lugar que Paolla Oliveira gravou cenas de sua personagem Danny Bond na minissérie “Felizes Para Sempre?”. A cena pode ser vista aqui.
Valle das Pedras
Visitamos em: janeiro de 2018. Entrada: R$ 15,00 Trilha: fácil/médio Cidade mais próxima: São Jorge O Valle das Pedras foi o local onde nos hospedamos em janeiro de 2018, então tínhamos livre acesso a suas cachoeiras. Mas o local também recebe visitantes que não estão hospedados. São dois caminhos possíveis. Um bem curtinho que leva a uma “prainha” de rio, lugar super agradável onde há uma corredeira d’água e o que eu mais curti: um balanço em uma árvore. Super bonitinho.
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| Liliam na Prainha |
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| Aproveitando o balanço. |
O outro é mais longo e leva a uma série de sete poços com pequenas cachoeiras, e também ao Valle das Pedras.
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| Liliam no primeiro poço. |
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| Eu no primeiro poço, com uma foto que tirei com o drone! |
O primeiro poço aparece logo após uma caminhada de poucos minutos. É bem rasinho e, se o sol estiver incidindo sobre ele, as águas serão cristalinas e com alguns peixinhos.
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| Escadinha bonita que você sobe na trilha. |
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| As vistas lá de cima são belas! |
Depois de uma subida, há mais poços, mas o mais relevante é o 5º, que é o do vale das pedras em si. E é muito bonito! O próprio nome do lugar o descreve bem: um rio que passa no meio de uma depressão formada de pedras. É belíssimo e, não se preocupe, você não vai ficar deprimido!
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| Este é o vale das pedras em si. |
Caminhando mais um pouco, é possível chegar até o 7º poço, que, à primeira vista, é bem simples e não muito bonito, mas tem uma corredeira d’água bem rasa com umas pedras, e é uma delícia deitar ali!
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| Liliam apreciando a massagem natural, haha! |
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| Bela paisagem! |
A água faz uma massagem natural no seu corpo todo. Muito bom!
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| Botinhas guerreiras no último poço. |
Cachoeiras próximas de Alto Paraíso
Cachoeira dos Cristais
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| Cachoeira dos Cristais, em Alto Paraíso, Goiás. |
Visitamos em: junho de 2014 Trilha: fácil, porém íngreme (800 m) Cidade mais próxima: Alto Paraíso
A Cachoeira dos Cristais foi a primeira cachoeira que visitamos. Saímos de Brasília depois do almoço e chegamos a Alto Paraíso ainda com luz do dia, já perto do entardecer. Como essa cachoeira fica bem próxima da cidade, decidimos visitá-la. A trilha não é muito longa, então é perfeita para essa situação!
Ela é conhecida pela água cristalina de seu poço, que não é muito fundo e, portanto, não apresenta muito perigo. Porém, quando fomos, já era fim de tarde, então a água não estava tão cristalina. A cachoeira, de toda forma, é boa, e valeu para já entrar em contato com a natureza.
Ah, lá também há um camping. Lembro-me bem de ter visto um pula-pula dando mole. Deitamos nele e ficamos observando o céu. Foi nosso primeiro contato com o céu estrelado do meio do mato. Bom demais!
Almécegas II
Visitamos em: junho de 2014
Trilha: fácil (1 km)
Entrada na época da visita: R$ 30 Cidade mais próxima: Alto Paraíso
Atualização para 2026: Almécegas I e II continuam dentro da Fazenda São Bento. Os ingressos atuais podem ser adquiridos antecipadamente e o acesso às Almécegas tem horário limite próprio. Confira o cadastro turístico da Fazenda São Bento e o canal oficial indicado nele antes da visita.
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| Cachoeiras bem agradáveis da Almécegas II. |
O complexo a que pertence a Almécegas II contém três cachoeiras: São Bento, Almécegas I e a Almécegas II propriamente dita. A entrada dá direito a visitar as três. Contudo, por falta de tempo, apenas visitamos a Almécegas II mesmo.
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| O pontinho lá no fundo sou eu, haha! |
Foi uma cachoeira que me agradou muito por dois motivos. Primeiro, o seu aspecto mais horizontal. Quedas pequenas em que você pode ficar simplesmente relaxando, o que é ótimo para um final de tarde. Segundo, porque possui um poço com uma parte rasa e cheia de peixinhos, onde pudemos tirar fotos muito boas!
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| Muitos peixinhos na Almécegas II! |
O grande problema foi a lembrança trágica do meu celular na época, o Sony Xperia Z1, amplamente divulgado na época como o celular para tirar foto embaixo d’água. É verdade, mas as tampinhas das conexões precisam estar devidamente vedadas. Ocorre que eu deixei cair o celular na queda d’água. Fui só observando o bichinho rolando em câmera lenta, abrindo todas as suas comportas e, por fim, caindo na água. Sofri. Sim, chorei copiosamente por três dias e três noites pelo bem material que havia acabado de comprar há alguns meses. Tentei executar procedimentos de ressurreição no hotel com um secador de cabelo. Tudo em vão. Requiescat in pace. As fotos, pelo menos, ficaram legais.
Loquinhas
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| Água mega transparente! |
Atualização para 2026: a Goiás Turismo informa atualmente entrada de R$ 50, visita autoguiada e cerca de 2,2 km de caminhada somando os circuitos. Como se trata de atrativo privado, confira o valor novamente antes de ir.
Visitamos em: junho de 2014 e abril de 2017. Recomendamos em: junho de 2014. Trilha: superfácil (construída com pontes) Cidade mais próxima: Alto Paraíso
As Loquinhas são poços inacreditavelmente transparentes e com muitas plantinhas no fundo e ao redor. As cachoeiras são bem simples, mas os poços relativamente fundos são fenomenais. Para quem estiver procurando uma cachoeira bem tranquila e acessível, essa é uma excelente opção, inclusive para levar crianças. Isso porque a trilha é quase toda formada por pontes de madeira que foram construídas ali, ou seja, dificuldade praticamente zero. Consequentemente, por conta da infraestrutura, ela é mais cara do que as outras, mas vale a pena.
Importante: visitar próximo ao meio-dia, para que o sol incida diretamente nos poços, deixando-os transparentes.
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| Trilha da cachoeira quase toda em pontes. |
Quanto à época, fomos em junho e abril. Em junho ela estava perfeita e é a época que recomendamos. Já em abril, choveu muito e, por conta disso, os sedimentos ficaram em suspensão, e os poços deixaram de ficar transparentes. Foi a maior decepção, nem parecia o mesmo lugar fantástico que visitamos anteriormente. Sabemos também que não vale a pena visitar no final da época da seca, ou seja, em meados de setembro, pois, nesse tempo, os poços ficam muito vazios. Ou seja, recomendamos junho.
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| Boa para boiar! |
Poço Encantado
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| Poço Encantado, na Chapada dos Veadeiros. |
Atualização para 2026: a Goiás Turismo informa entrada de R$ 60, funcionamento das 8 h às 17 h e visita autoguiada. Apesar de muita gente associá-lo a Alto Paraíso, o atrativo fica no município de Teresina de Goiás, a cerca de 52 km de Alto Paraíso.
Visitamos em: abril de 2017.
Trilha: fácil (200 m) Entrada na época da visita: R$ 20 Cidade mais próxima: Alto Paraíso
O Poço Encantado é uma boa opção para uma parada mais tranquila, graças à trilha fácil e às quedas d’água de bom tamanho. Quando fomos, também havia pranchas de stand-up paddle (SUP) para aluguel. Havia também um restaurante com boa infraestrutura e uma bela vista para a cachoeira. Não comemos lá, mas parecia ótimo.
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| Cachoeira do Poço Encantado. Estava com bastante água porque era época de chuva. |
Quando fomos, era época de chuva. Havia muita água, e as condições estavam perigosas. Naquelas condições, não recomendamos o banho.
Toda cachoeira tem que ter alguma lambança minha. Comprei óculos que boiam na água para a viagem à Tailândia, pensando: “se eu deixar cair no mar, vou poder resgatar”. Resultado: não deixei cair no mar nenhuma vez. Levei esses mesmos óculos para a Chapada. Estava atravessando uma ponte dessa cachoeira quando me desequilibrei e os óculos caíram no rio que passava lá. Lindamente, observei-os indo embora, boiando. Só eu mesmo, haha!
Ironicamente, nos divertimos horrores em uma bica.
Cachoeiras próximas de Cavalcante
Cachoeira Santa Bárbara
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| O azul turquesa da Cachoeira Santa Bárbara. |
Atualização para 2026: a visita à Santa Bárbara continua sendo feita pelo território Kalunga do Engenho II e exige guia local. A Goiás Turismo informa atualmente entrada de R$ 55. O guia é contratado à parte; confirme regras, disponibilidade e valores antes de sair de Cavalcante.
Visitamos em: abril de 2017 setembro de 2017 Recomendamos: nessa época mesmo. Cidade mais próxima: Cavalcante
Essa é uma das cachoeiras mais procuradas da região por causa da água azul-turquesa de seu poço. A Cachoeira Santa Bárbara é realmente linda: fica cercada por vegetação densa e um paredão de pedra de onde cai a água. O fundo tem areia e, na época seca em que fomos, havia trechos rasos. Mesmo assim, quem não sabe nadar deve ter cuidado e seguir as orientações do guia.
A trilha é um pouco longa e passa, em grande parte, por uma área aberta e com poucas árvores. Em dias de sol forte, pode se tornar cansativa, mas o destino final vale muito a pena.
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| A belíssima Cachoeira Santa Bárbara, em Cavalcante. Essa foto foi tirada pelo Neuton! |
Ela fica próxima à cidade de Cavalcante, que fica a cerca de 2 h de carro de Alto Paraíso. A cachoeira fica no território da Comunidade Kalunga. O acesso é feito com guia local, o que também contribui para a atividade turística e para a geração de renda na própria comunidade. Para se ter uma ideia, a nossa guia, muito simpática, contou que trabalhava com isso havia cerca de 10 anos, quase todos os dias.
Dica da nossa visita: gostamos de chegar perto do meio-dia, quando a incidência direta do sol deixava a cor e a transparência da água ainda mais intensas. Na época, tentávamos estar na entrada por volta das 11 h em dias úteis e mais cedo nos fins de semana. Atualização para 2026: confirme os horários e a dinâmica de visitação atuais com o guia e com a comunidade antes de ir.
Na época da nossa visita, tanto o número de visitantes quanto o tempo de permanência eram limitados. Portanto, aproveite bem o período disponível.
Fomos duas vezes. A primeira foi em abril de 2017, e acabou sendo trágica. Depois de horas de viagem até lá, pegamos o céu aberto e lindo durante o caminho; porém, assim que chegamos à entrada, caiu um toró respeitável, daqueles de deixar tudo coberto de lama. Uma tristeza só. Decidimos dar meia volta e nem entramos. Frustrados com isso, decidimos voltar em setembro de 2017. O problema é que era um fim de semana e nos programamos para chegar às 11 h da manhã. Infelizmente, a lotação já estava esgotada e não conseguimos entrar ao meio-dia, então aproveitamos a cachoeira por volta das 16 h, quando já havia sombra. Mesmo assim, foi ótimo!
Cachoeira Capivara
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| A Cachoeira Capivara. Muito bonita, cheia de verde e belezas! |
Atualização para 2026: a Cachoeira Capivara também fica no Engenho II e a visita é guiada. A Goiás Turismo informa atualmente entrada de R$ 43 e trilha de cerca de 800 m. Confirme o valor e a contratação do guia antes da visita.
Visitamos em: setembro de 2017
Trilha: média, é um tanto íngreme (600 m) Cidade mais próxima: Cavalcante
Também na comunidade Kalunga, há a opção da Cachoeira Capivara. Nós não chegamos a tempo de conseguir ir à Cachoeira Santa Bárbara, que já estava lotada, então os guias nos levaram para a Cachoeira Capivara.
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| Pedras na Cachoeira Capivara. |
A trilha tem dificuldade moderada e é um tanto íngreme, o que cansa um pouco. Porém, é belíssima. O poço é levemente transparente, muito fundo e bom para nadar, e as quedas d’água são grandes e muito bonitas.
Há também um cânion que pode ser observado no local.
Cachoeiras próximas de São João d’Aliança
Bocaina do Farias
Atualização para 2026: a Goiás Turismo classifica a visita como guiada, informa entrada de R$ 120 e alerta que os últimos 2 km do acesso exigem veículo 4×4. É uma mudança importante em relação ao relato antigo: hoje eu trataria guia e logística do acesso como parte do planejamento obrigatório.
Visitamos em: setembro de 2018
Trilha: difícil e bem cansativa, bastante íngreme Cidade mais próxima: São João d’Aliança Precisa de guia? sim, altamente recomendado.
Saímos de nossa pousada, a Pousada Rebendoleng, às 9 h da manhã, em direção a uma aventura! Fomos de carro com um guia até um ponto sem marcação alguma e começamos a trilha até a Bocaina do Farias. Na ida, você desce, desce, desce e desce! Isso exige um pouco de cuidado para não escorregar. Há alguns córregos no caminho, mas o começo é bem tranquilinho. Aprecie sem moderação!
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| Creepy! |
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| Casa abandonada! |
No meio do caminho há uma casa abandonada, típica de um cenário pós-apocalíptico! Parece toda saqueada e com objetos, no mínimo, assustadores! Depois dela, a descida começa a ficar mais íngreme, mas, por sorte, foram instaladas correntes para ajudar! Cuidado! Mas, logo, chega-se à entrada da fenda do cânion, que é, no mínimo, um fenômeno! A vegetação densa ao redor e o rio passando pelo meio formam uma paisagem incrível! Trocamos nossos calçados por sandálias impermeáveis, pois, a partir de então, a trilha envolveria partes com água até o joelho, pelo menos! E fomos entrando com muito cuidado.
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| A entrada da fenda… |
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| … e dentro da fenda da Bocaina do Farias! |
Entramos! Uaaau, é incrível lá dentro! É muito alto e a luminosidade vem lááá de cima, tímida! As paredes de pedra ficam ora estreitas e ora largas, fazendo curvas que são uma beleza incrível da natureza! Caem gotículas de água das bordas, que dão um clima único para o ambiente. E como é grandioso! Você anda até chegar a uma parte que fica inundada, então, para continuar, somente a nado, e é bem fundo! Se não souber nadar, leve colete salva-vidas! Mas compensa, porque, do outro lado, há uma cachoeira no meio das pedras. Maravilhosa!
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| É inacreditável o visual na Bocaina do Farias! |
Apreciamos o lugar e, logo depois, fomos voltando pela fenda, sempre apreciando o que a natureza tem para nos oferecer. A saída é bela: quando deixamos a fenda e olhamos para fora, temos a impressão de sair de um lugar isolado para reencontrar o mundo iluminado pelo sol.
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| Nada menos… |
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| … do que incrível! |
O guia nos disse que ainda teríamos mais para descer! Sim, desceríamos mais! Essa última parte foi definitivamente a mais difícil, e havia uns belos abismos ao lado… Eu não quero nem pensar no que aconteceria se eu escorregasse. Tudo isso para chegar a essa incrível cachoeira que simplesmente não tem nome! O mais curioso é que lá existe uma nascente da qual brota água quentinha, acredita?
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| Teríamos que descer. Paciência! |
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| O poço lá embaixo compensou! |
Fomos apreciando esses últimos momentos nadando felizes, porque, depois de descer, descer e descer, era hora de subir, subir e subir! E nem cheguei a filmar a gente subindo, porque foi tenso e eu estava preocupado em simplesmente sobreviver! Cheguei mais morto do que vivo lá em cima, mas deu tudo certo!
Cachoeira do Label
Atualização para 2026: a Goiás Turismo informa atualmente entrada de R$ 50, trilha de aproximadamente 1,8 km e visita autoguiada. A página institucional também destaca cerca de 26 km de estrada de terra até a Reserva Bellatrix. Confira as condições do acesso no dia, principalmente na estação chuvosa.
Visitamos em: setembro de 2018
Trilha: média Cidade mais próxima: São João d’Aliança Precisa de guia? Não. Na estrada de terra, precisa de 4×4? Não é obrigatório segundo o relato da época, mas era recomendado. Para carros muito baixos, o acesso podia ser problemático.
No dia seguinte, seguimos para a Cachoeira do Label. Na estrada de terra, abrimos algumas porteiras e atravessamos um córrego de carro. Depois, seguimos para mais uma trilha, desta vez mais tranquila do que a anterior: a da Cachoeira do Label! A trilha até a Cachoeira do Label tem vários poços, porém o melhor é ir até o último, que é o poço da Cachoeira do Label propriamente dita, ainda durante a manhã, pois, depois, o sol vira e não bate mais na cachoeira, e ela meio que perde a graça. A trilha, ao contrário da anterior, é predominantemente em subida. As primeiras partes são bem tranquilas. Tudo bem sinalizado e sem grandes dificuldades. Algumas cordas estão instaladas para facilitar a trilha, e basta tomar cuidado. São vários poços no caminho, mas passamos direto por todos.
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| A última parte da trilha tem muitas pedras! |
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| Eu diria que a trilha é divertida! |
Porém, no finalzinho, a trilha fica um pouco mais difícil, pois são muitas pedras em meio à água, então é preciso escolher os caminhos entre as pedras, que nem sempre são óbvios. O negócio é parar, observar o caminho e prestar atenção onde pisa, verificando se as pedras estão molhadas ou escorregadias e escolhendo os trechos mais seguros. Enfim, chegamos à Cachoeira do Label. Ela é a maior queda d’água do Centro-Oeste. Com 187 m de altura, supera quedas conhecidas como o Salto do Itiquira e o Salto Corumbá. Além de ser para lá de fotogênica, claro!
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| Vista da Cachoeira do Label ainda da trilha. |
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| Vista da Cachoeira do Label em seu poço. |
Agora a água… Meus caros, é geladíssima! Tipo, de doer os ossos. E quanto mais próximo você chega da cachoeira, mais gelada fica. Tem certeza de que isso não é o Polo Norte? Cadê os icebergs? Prepare-se para bater o queixo! Voltamos exatamente pelo mesmo caminho, com direito a usar as cordas instaladas nos trechos mais difíceis! É isso aí.
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| Poço Ypa Xuru visto de cima. |
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| Poço Ypa Xuru visto de baixo. Que delícia! |
Na volta, paramos em um dos poços do caminho, o Poço Ypa Xuru. Sim, ele tem esse nome muito louco mesmo, haha! O poço tem água supercristalina, mas, como já era fim do dia, havia pouca luz e a transparência não aparecia tanto. Mesmo assim, foi uma delícia mergulhar ali, e ainda havia alguns peixes. Com certeza um excelente lugar para terminar esse nosso passeio em São João d’Aliança. Muito bom!
Fizemos esse vídeo acima sobre a Bocaina do Farias e a Cachoeira do Label. Ele é super animado, bem informativo (tem narração) e fala sobre basicamente tudo o que falamos aqui. Tem voos de drone legais! Deem uma olhada; o vídeo vai deixar vocês com vontade de visitar!
Extra 1: Jardim de Maytrea
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| Liliam observando o Jardim de Maytreia, misterioso como ele é. |
Não deixe, em hipótese alguma, de conhecer esse lugar, o tal do Jardim de Maytreia. Fica às margens da rodovia entre Alto Paraíso e São Jorge, em um trecho com pouca sinalização e sem um bom local para estacionar, mas vale MUITO a pena porque é bonito demais. Fica, de fato, dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Não é permitido entrar nessa área, mas é possível observá-la da estrada, atrás da cerca.
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| Jardim de Maytrea. |
A seguir uma história totalmente verídica sobre o lugar:
Era uma vez um jardim que possuía palmeiras plantadas em uma linha reta. Como foram ficar ali, tão simétricas, tão organizadas? A resposta é óbvia: aliens. 👽 Foram eles. Os mesmos que colocaram um monte de pedras sem sentido algum no meio do Reino Unido, ou que construíram pirâmides impossíveis em pleno deserto, isso sem contar as cidades submersas que, provavelmente, não conhecemos. Tudo isso seria obra deles, vindos de galáxias distantes, como Andrômeda: parentes do ET Bilú que, muito sabiamente, devido ao estágio mega avançado de sua civilização, já nos aconselhava a buscar conhecimento. Eles plantaram as palmeiras nos Jardins de Maytrea, na Chapada dos Veadeiros. Elas são um portal. E quem cruzar as cercas que dizem “não ultrapasse” será, por eles, abduzido.
Extra 2: Rio das Almas
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| Prainha às margens do Rio das Almas. |
Esse aqui vale registrar porque foi o grau máximo de misticismo que encontramos. Em abril de 2017, na volta da Cachoeira Santa Bárbara, que não conseguimos visitar porque chovia muito, Liliam viu uma placa de “água de coco” após uma ponte e resolvemos segui-la. Paramos embaixo da ponte, onde havia uma espécie de prainha às margens do rio e uma galera estava fazendo churrasco. É um lugar bonito, para falar a verdade, e eu até recomendo visitar se estiver de bobeira. Havia também um camping, e era ali que vendiam a água de coco.
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| “Escalando” parte da ponte no Rio das Almas que foi tomada por uma árvore. |
O cara que nos atendeu tinha um estilo hippie bem característico. Ele nos deu a água de coco e, enquanto tomávamos, fomos explorar um pouco a área do camping. Tinha uma espécie de oca no meio. Aproximamo-nos dela e o hippie nos disse: “esse é o local onde nós realizamos os rituais”. O QUÊ? Aí ele começou a contar a história de como montou aquele camping após sobreviver a um acidente e se desapegar de tudo o que era material. Depois de falar bastante, em determinado momento, ele nos disse: “você sabe o que é xamanismo? Sabe, dos tais xamãs?”. Confesso que a única coisa em que pensei foi no Amidamaru, mas o que ele falou logo a seguir foi o mais surpreendente: “pois você está na frente de um xamã”. E nos convidou para um ritual durante a noite.
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| Camboja, é você? |
E com essa história terminamos mais um post, diretamente de estação a estação para você!
Ah, e vale lembrar que a Chapada dos Veadeiros é um destino de ecoturismo barato. Quer outro guia com foco em viajar gastando pouco? Visite também o post do Viaje com Pouco!
E não se esqueça de ver o vídeo no topo do post!
Perguntas frequentes sobre a Chapada dos Veadeiros
Quantos dias ficar na Chapada dos Veadeiros?
Para uma primeira viagem, 4 a 5 dias permitem conhecer alguns dos principais atrativos de Alto Paraíso e São Jorge. Uma semana é melhor para incluir Cavalcante e São João d’Aliança com menos correria.
Qual é a melhor época para visitar a Chapada dos Veadeiros?
Maio a setembro é a estação mais seca e costuma facilitar as trilhas. Na estação chuvosa, as cachoeiras ficam mais volumosas e o Cerrado mais verde, mas é necessário redobrar os cuidados com raios e cabeças d’água.
É preciso pagar para entrar no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros?
Sim. Atualização para 2026: o ingresso geral está em R$ 49, com meia-entrada de R$ 24,50 e tarifa de R$ 5 para moradores do entorno, conforme o site oficial do Parque.
Precisa de carro 4×4?
Não, para a maioria dos atrativos mais conhecidos. Porém, alguns acessos rurais podem exigir ou recomendar 4×4, e as condições mudam com a chuva. Confirme individualmente cada cachoeira antes de sair.
Onde é melhor se hospedar?
Alto Paraíso tem a estrutura urbana mais completa; São Jorge facilita o acesso ao Parque Nacional; Cavalcante é ideal para os atrativos Kalunga; e São João d’Aliança é uma ótima base para explorar o sul da Chapada.
Vídeo
Não deixe de ver o nosso vídeo sobre a Chapada dos Veadeiros no YouTube! Acesse!






































































Vocês ficaram na Casa África, tem mais ou menos 20 dias que voltei de lá com meu namorado (não sei se somos mais namorados, “terminamos” ontem). Lugar em incrível, aconchegante, maravilhoso pra volta do pós trilhas e cachoeiras.
Amei visitar a Chapada dos Veadeiros e região. Uma das viagens mais incríveis que fiz na minha vida.