
Atualizado em agosto de 2026: a viagem relatada aconteceu em outubro de 2015, mas as informações práticas deste guia foram revisadas e atualizadas em 2026.
Balneário, dunas e casas coloridas
Quando se visita Santiago do Chile, provavelmente uma das recomendações é fazer um bate-volta até Viña del Mar e Valparaíso. Mas já parou para pensar que você, se tiver mais tempo, pode ir por conta própria e se hospedar em Viña del Mar, em vez de simplesmente passar o dia? Tem muita coisa para ver pela região. Então foi o que fizemos. E recomendamos! A não ser que você fique com medo por causa das placas de tsunami… Se acontecer, corra para as colinas!
Relaxe. O Chile é preparado para tremores, e a probabilidade de um grande evento durante sua visita é pequena. Você só terá de se preocupar em passear pela charmosa Viña del Mar, uma cidade balneária cheia de prédios e praias agradáveis de água geladérrima, daquelas de doer nos ossos; conhecer as cores de Valparaíso, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO; e deslizar pelas dunas de Concón, como se estivesse em Natal. Só não vá pensar que vai entrar na água de boas. É gelada até a alma, e só com uma boa roupa de neoprene dá para encarar!

Tenha em mente que as três cidades — Viña del Mar, Valparaíso e Concón — são conurbadas. Não existe espaço entre elas. Contudo, são bem diferentes entre si, e você notará isso.
A despeito da excelente gastronomia chilena, vale ressaltar que, devido a restrições financeiras — um eufemismo para o fato de que estávamos pobres e com aproximadamente 17 reais na conta, haha —, a gente comeu só coisa barata e fast-food, além de miojo no café da manhã. Super saudável e chique. É talharim, gente! Enfim, não teremos dicas de bons restaurantes.
Além disso, nossa visita foi em 2015, e este post foi escrito em 2018. Então, não nos lembramos dos valores, por exemplo, nem de alguns pormenores. Amnésia, a gente se vê por aí. Isso sem contar que as fotos não são muito boas porque, na época, a gente não ligava tanto para isso.

Primeiro, algumas dicas. Depois, o roteiro! Vamos lá!
Nossa viagem foi feita em outubro de 2015.
Índice
Este post contém o seguinte conteúdo:
- Mini-Guia
- Roteiro
Mini-Guia
Quanto tempo ficar?
Chegamos a Viña del Mar durante uma tarde, dormimos lá por três noites e voltamos para Santiago na manhã seguinte ao terceiro dia. Acredito que tenha sido suficiente para conhecer bem a região. Foram, portanto, uma tarde, dois dias inteiros e uma manhã.
Por isso, acho que o bate-volta de um dia, oferecido por várias agências de turismo, não é suficiente, enquanto dois dias hospedado por lá permitem apreciar melhor o local.
Em nossa visita, não curtimos muito as praias, pois as temperaturas estavam na faixa dos 5 °C aos 15 °C. Se esse for o seu objetivo, adicione mais um dia. Mesmo no frio. Afinal, é uma delícia pura cair naquela água geladinha com o lado de fora a 5 °C, não é mesmo? Bom para exibir o corpinho de academia e, logo depois, morrer de hipotermia e não ter mais corpinho nenhum!

Em que época ir?
Você pode visitar Viña del Mar durante todo o ano. Se a ideia for aproveitar mais as praias e os passeios ao ar livre, o verão, de dezembro a fevereiro, tende a oferecer dias mais amenos e secos. Ainda assim, não espere água quentinha: o Pacífico nessa parte da costa chilena é frio mesmo no verão.
No inverno, espere tempo mais frio, vento e maior possibilidade de chuva. Como muitas atrações da região ficam ao ar livre, isso pode pesar na experiência. Mesmo assim, se você já estiver em Santiago, eu não deixaria de conhecer a região apenas por causa da estação — só iria preparado para o clima.
Onde se hospedar?
Recomendamos se hospedar em Viña del Mar, que fica entre as outras duas cidades e, em nossa experiência, pareceu mais tranquila.
Em Viña del Mar, opte por ficar próximo à Playa Los Cañones ou à região de Reñaca.
Logo perceberá que os hotéis de Viña podem ser bem caros. Por isso, nós ficamos em um quarto do Airbnb. O anúncio, caso ainda esteja disponível, pode ser conferido aqui. Gostamos porque, embora fosse apenas um quarto, havia um banheiro exclusivo para nós — apesar de precisarmos sair do quarto e atravessar o corredor — e uma vista maravilhosa para a praia.

Caso queira ficar em um hotel, você pode pesquisar as opções disponíveis em Viña del Mar e comparar localização e preços antes de reservar.
Booking.comÉ seguro?
Em nossa viagem, Viña del Mar e Concón nos pareceram mais tranquilas, enquanto em Valparaíso os próprios moradores nos recomendaram guardar o celular e ter cuidado em algumas áreas. Hoje, a recomendação é ter atenção em toda a região: furtos, roubos, golpes e arrombamentos ocorrem com frequência em cidades turísticas chilenas como Valparaíso e Viña del Mar. Evite exibir objetos de valor, deixe o celular guardado quando não estiver usando e tenha atenção redobrada à noite e em lugares movimentados.
Em Valparaíso, prefira circular pelas áreas turísticas mais movimentadas, como Plaza Sotomayor, Cerro Alegre e Cerro Concepción, e evite atalhos por ruas vazias ou pouco conhecidas. Um walking tour é uma boa maneira de conhecer o centro histórico e os cerros com contexto e orientação local.
Quais são as opções de Free Walking Tour em Valparaíso?
Uma opção é fazer um Free Walking Tour por Valparaíso. Apesar do nome, esses passeios não são exatamente “gratuitos”: ao final, é costume dar uma gorjeta em espécie, no valor que você considerar justo. E pelo menos eu fiquei meio sem graça de não pagar algo parecido com o que o restante do pessoal estava pagando… Mesmo pobre, gastei um dinheirinho, haha!
Em 2026, Valparaíso continua com várias opções de walking tours baseados em gorjetas. Há passeios saindo tanto da Plaza Aníbal Pinto quanto da Plaza Sotomayor. Entre as opções disponíveis atualmente estão tours pela área histórica, Cerro Alegre, Cerro Concepción, arte urbana e ascensores.
- Cerro47 Walking Tours: passeio de aproximadamente 2h30, com ponto de encontro na Plaza Aníbal Pinto e percurso por áreas históricas e cerros;
- Free Walking Tour com saída da Plaza Sotomayor: há opções atuais que passam pelo centro histórico, funiculares, Cerro Alegre e Cerro Concepción.
Nós fizemos um tour com saída da Plaza Aníbal Pinto e gostamos bastante da experiência. O formato continua muito parecido: não há preço fixo e você deixa uma gorjeta ao guia no final.
Como ir?
Quase todas as agências de turismo oferecem passeios de bate-volta de um dia inteiro, mas, como ficamos hospedados por três noites, fomos por conta própria.
É perfeitamente possível ir por conta própria e continua sendo uma opção simples e econômica. A rota mais prática é pegar a Linha 1 do metrô de Santiago até Pajaritos e, no terminal integrado à estação, embarcar em um ônibus direto para Viña del Mar. Em 2026, há serviços de empresas como Turbus, Pullman Bus e FlixBus, e a viagem costuma levar aproximadamente 1h30 a 2h, dependendo do trânsito.
Os ônibus entre Pajaritos e Viña del Mar são frequentes ao longo do dia; em agosto de 2026, há saídas desde o início da manhã até perto das 22h30. As passagens podem ser compradas pela internet ou no terminal. Ao chegar ao Terminal Rodoviário de Viña del Mar, você pode seguir de ônibus local, táxi ou transporte por aplicativo até a hospedagem.
Clique aqui para ver os horários dos ônibus.
Como se transportar entre as cidades?
Você pode usar táxi ou transporte por aplicativo.
Em relação ao transporte público, a região é bem atendida. Dentro de Viña del Mar e entre Viña e Concón, há ônibus locais. Entre Viña del Mar e Valparaíso, uma das opções mais práticas é o Tren Limache–Puerto, da EFE Valparaíso, serviço que muita gente ainda chama de “metrô”. A EFE trabalha com cartão de transporte e também disponibiliza pagamento por cartão bancário e QR em seu sistema. Para o trecho turístico entre Viña e o centro de Valparaíso, o trem é rápido e evita o trânsito da avenida costeira.
Outra possibilidade, principalmente em Viña del Mar e Concón, é fazer passeios de bicicleta ou simplesmente alugar uma e sair pedalando. Nós fizemos um tour noturno por Viña del Mar e gostamos bastante.
Roteiro
Dia #0: Chegando e andando na orla da Playa Los Cañones
Chegamos inacreditavelmente exaustos. Desde Brasília, onde moramos, até Viña del Mar, gastamos cerca de 24 horas, mas chegamos! Nada digno! Mesmo assim, já estávamos preparados para a aventura, claro!

Deixamos nossas coisas no quarto do Airbnb e fomos caminhar pela orla da Playa Los Cañones. Olha, é bem agradável, arborizada, com pessoas curtindo o lugar. Não tem nada de muito espetacular, não, mas é bonitinha e gostosa de percorrer. É chamada assim porque existem alguns canhões nela, literalmente.
Como estávamos em um Airbnb, precisávamos comprar algumas coisinhas para o café da manhã. Então fomos ao Líder Viña del Mar. Compramos miojos e afins, mas o que mais nos chamou a atenção foram os vinhos vendidos em caixas de papelão, como se fossem leite. E baratíssimos! Ahhh, se fosse assim no Brasil!
Aproveitamos para dar um rolê em um shopping próximo, o Mall Marina Arauco.
Por fim, chegou o merecido momento de voltar para a hospedagem e tomar o famoso banho da dignidade! Sim, aquele banho que todo viajante merece depois de uma longa jornada!
Dia #1: Dunas de Concón e SUP/surf na Playa La Boca
Dunas de Concón
Descobrimos que uma cidade ao lado, Concón, tinha dunas parecidas com as de Natal, onde poderíamos brincar, além de apreciar uma paisagem litorânea bem bacana.
Importante: parte do Campo Dunar de Concón é protegida como Santuário da Natureza. O plano de manejo atual proíbe abrir novos caminhos, entrar em áreas restritas, circular com veículos motorizados, fazer fogueiras, deixar lixo e deslizar nas dunas fora das zonas autorizadas. Portanto, caminhe apenas pelos acessos permitidos e faça sandboard somente onde a atividade estiver explicitamente autorizada.

Então pegamos um ônibus que passava pela Avenida Jorge Montt, na Playa Los Cañones, onde estávamos hospedados. Ele nos deixou bem perto das Dunas de Concón, pelo lado da cidade, de onde é possível subir.
Dica: o acesso às dunas é feito pelo lado da Avenida Concón Reñaca, e não pela Avenida Borgoño, do lado do mar.
Quando chega lá, você percebe que elas são mais altas do que parecem, e daí vem o problema primordial: subi-las. Foi a primeira vez que notamos quão difícil e miserável é subir dunas de areia. Você pisa, pisa, pisa, e parece que nunca sobe. Como faz?
Quando fomos, havia uma banquinha na base alugando pranchas para deslizar na areia, e foi isso que fizemos. Hoje, o sandboard só deve ser praticado nas zonas autorizadas do campo dunar. Fora delas, o deslizamento é proibido pelo plano de manejo para reduzir a erosão e proteger o ecossistema.
A impressão que dá é que você vai deslizar para o abismo, cair no mar e morrer pateticamente, mas não: tá tranquilo, há uma curva que impede isso. Mas tenha em mente: é alto! E temos uma fórmula matemática que indica duas grandezas inversamente proporcionais: a altura de uma duna e a dignidade daquele que precisa escalá-la. Sim! Não é fácil.
Definitivamente, é um programa ótimo para fazer logo no começo da viagem e ficar cansado por todo o restante dela, haha! Brincadeiras à parte, recomendo. Não fosse o frio e as pessoas usando mais roupa do que se espera em uma paisagem dessas, daria até para se sentir em casa.
Playa La Boca: SUP e surf
Novamente, pegamos um ônibus na frente das dunas até a Playa La Boca. Almoçamos empanadas chilenas por lá mesmo. Havia muitos lugares oferecendo empanadas, então foi fácil encontrar onde comer. E, sim, repare nas rotas oficiais de evacuação por tsunami: no litoral chileno, essa sinalização faz parte da preparação para emergências — não é só decoração para assustar turista, haha!
É uma praia com pedrinhas, e o legal é que você pode alugar equipamentos para a prática de SUP, o Stand Up Paddle, ou de surf.
Para quem não sabe, Stand Up Paddle é um esporte em que você fica de pé sobre uma prancha e usa um remo para se mover. A prancha é longa e oferece boa estabilidade, então não é tão difícil — exceto se você for como eu, um indivíduo completamente desprovido de equilíbrio.
Daí, Liliam resolveu fazer. Vestiu a roupa de neoprene e foi com a pranchona de SUP. Água mega gelada, mesmo com a roupa! Mas acabou desistindo, pois não conseguia atravessar as ondas com a prancha, que é grande demais. Porém, os caras do aluguel foram bonzinhos e, como ela tinha vontade de surfar, trocaram a prancha de SUP por uma de surf. Ela passou o restante do tempo se divertindo com ela.
Nas palavras da Liliam, estas foram as suas impressões:
Apesar de resfriada e de não sentir nenhuma atração pelas águas geladas do Pacífico, resolvi encarar um SUP em Concón. Não posso dizer que foi a melhor das experiências.
Aluguei uma prancha de SUP e um neoprene longo, apesar de ter levado o meu, que era curto e, portanto, não recomendado. Como já havia praticado o esporte antes, não precisei de instruções e caí na água. Que gélido! Cruzes! Mas a vontade de desbravar o Pacífico era maior que o frio. Infelizmente, depois de um bom tempo tentando cortar as ondas e de levar muitos tombos, desisti do SUP. Quem conhece sabe que a prancha é muito maior que uma de surf e, convenhamos, não foi feita para cortar ondas. Já estava no final da tarde, e o vento não estava ajudando.
Voltei ao local onde aluguei a prancha e troquei por uma de surf. Que delícia! Nostalgia pura! Lembrei-me dos finais de semana na praia quando morei na capital carioca. Não sei surfar, mas ao menos consegui cortar algumas ondas e deslizar por elas ajoelhada. Quem estiver disposto e tiver um pouco mais de tempo e dinheiro pode contratar aulas particulares ou em grupo de surf.
Consegui aproveitar bem o tempo restante do aluguel. Recomendo a aventura. A água é fria, dependendo da época do ano, e de um azul-escuro. A areia da praia não é clara como a de muitas praias brasileiras e possui algumas pedrinhas. Mas aquela vibe não tem igual. Fiquei deitada sobre a prancha observando algumas gaivotas sobrevoando minha cabeça, sentindo as ondas passarem sob mim enquanto o sol se punha. Muito relaxante. E não se preocupe: há vestiário, guarda-volumes e água para dar aquela enxaguada, tirar o sal e a areia dos locais inconvenientes.
(Liliam Fernandes)
Depois disso, curtimos o entardecer por lá. Era hora de fugir para as colinas, por nossas vidas! Voltamos para o Airbnb.
Dia #2: Valparaíso e Viña del Mar
Valparaíso: Plaza Sotomayor
Pegamos um ônibus de Viña del Mar até a Plaza Sotomayor, que fica bem no centro cívico de Valparaíso. No meio do caminho, eu estava achando a cidade nada menos do que horrorosa, e essa é mesmo a primeira impressão que se pode ter dela. Um lugar feio pra caramba! Tipo favelas mesmo. A sensação é de que você vai entrar numa fria. Se estiver no inverno, pode ter certeza. Haha!

“E o que você foi fazer nesse lugar, Igor, se tem a cara da morte?”, você pergunta, desesperado para entender o porquê desse turismo. Ora, o bairro histórico da cidade portuária de Valparaíso é reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 2003, então algo de interessante havia de ter. Além disso, as imagens que se veem na internet mostram casinhas coloridas, e a gente queria conferir isso. Quem sabe a intimidade não viria e chamaríamos a cidade de Valpo? Ou Valpinha? Oi, Valpinha, querida amiga!
“Mas eu já fui lá em Valparaíso, tem lá no meu Goiás maravilhoso do bão.” NÃO É DESSE VALPARAÍSO QUE TÔ FALANDO. Estamos no Chile, galera!
Mas, enfim, chegamos à praça. Ela possui o Monumento a los Héroes de Iquique, também conhecido como Monumento à Marinha Nacional, dedicado aos heróis dos combates navais de Iquique e Punta Gruesa. Há também vários prédios históricos, entre os quais o edifício azul da Armada do Chile, que chama bastante a atenção.
Achei bonita a praça.
Valparaíso: Free Walking Tour
Antes de mais nada, gostaria de dizer que Valparaíso vale a pena, sim. Não deixe de visitá-la por causa da fama de perigosa! Uma boa forma de conhecer a cidade é fazer um Free Walking Tour. Vale lembrar que ele não é exatamente free: ao final, você dá uma gorjeta de acordo com o que achar justo. Na época, havia a opção da Tour 4 Tips, que saía da Plaza Sotomayor, e da Free Tour Valparaíso, que saía da Plaza Aníbal Pinto. Optamos pela segunda.

Da Plaza Sotomayor até a Aníbal Pinto são cerca de 10 minutos de caminhada. Um chileno nos abordou e recomendou que tomássemos cuidado com o celular, pois ele poderia ser roubado, e que seria melhor guardá-lo. É, acho que é bom tomar cuidado.
Chegando lá, já havia um grupo de pessoas em volta do guia, que vestia uma roupa vermelha e era de fácil identificação.
Uma coisa curiosa sobre a Plaza Aníbal Pinto foi que nunca antes eu tinha visto tanto cachorro de rua bonito em um só lugar! No Chile, é comum vê-los por todos os cantos; chegamos a ver cachorro até no topo de montanha com neve, para se ter uma ideia… E são tão belos! Dá dó.
Então o guia começou o tour. Ele insistiu que Valparaíso é uma questão de perspectiva e que, às vezes, as coisas são bonitas dependendo do ângulo pelo qual você as vê. O passeio consistiu em caminhar pela cidade e conhecer seus pontos mais interessantes.
Um resumo do Free Walking Tour a seguir.
Andamos até o Ascensor Reina Victoria. Valparaíso é uma cidade cheia de cerros e, para subir neles, ou você gasta suas perninhas ou usa os funiculares, como é o caso deste. É legal e faz parte do passeio!
Lá em cima há um parquinho legal! Liliam até usou um escorregador. Emoção pura, hahaha!
Fomos andando pelas ruelinhas do cerro, sempre admirados com as construções coloridas. Realmente, quando você entra nos lugares certos, a cidade é bonita e compensa!

Impressionante é essa escada, em que a questão da perspectiva ficava muito clara. Primeiro a vimos de cima e parecia uma escada normal. Mas, vista de baixo, percebe-se a pintura de piano! Chique!
E nossa visita a Valparaíso foi assim: passando por casas coloridas e bonitas. O sítio reconhecido pela UNESCO é o Bairro Histórico da Cidade Portuária de Valparaíso, inscrito em 2003, com 23,2 hectares e uma zona de amortecimento de 44,5 hectares. Ele inclui setores como Plaza Sotomayor e Muelle Prat, além de partes de Cerro Alegre e Cerro Concepción. Muitos imóveis e espaços dessa área possuem proteção patrimonial e estão sujeitos a regras específicas de conservação.
Sugiro que você não se preocupe demais em decorar cada lugar que deve visitar. Dá para simplesmente seguir o roteiro do Free Walking Tour e ter uma experiência bem satisfatória.
Porto de Valparaíso
Demos uma passadinha rápida pelo Porto de Valparaíso, onde havíamos descido. Vimos algumas lojinhas, apreciamos o mar, que estava bem azul, as embarcações e um canhão.
Extra: La Sebastiana — Museu de Pablo Neruda
Não chegamos a visitar La Sebastiana, uma das casas-museu de Pablo Neruda em Valparaíso. Ela fica fora da rota do Free Walking Tour e, se quiser visitar, você terá de ir por conta própria. Quem foi gostou! A gente, que estava na vibe pobreza, estava evitando entrar em museus pagos.
Viña del Mar: Reloj de Flores
Uma boa notícia é que Viña del Mar mantém, em 2026, rotas patrimoniais guiadas e gratuitas. A rota de Cerro Castillo sai do próprio Reloj de Flores e passa pelo Mirador Jorge Alessandri, palácios e casarões históricos, Castillo Brunet e Castillo Wulff, terminando em Caleta Abarca.
Pois bem, voltamos para Viña de ônibus, e era hora de conhecer os principais pontos da cidade balneária. Um dos símbolos de Viña del Mar é o Reloj de Flores, um jardim em formato de relógio funcional. É bonito, sim, e vale a visita. Já passou por vandalismo e até pela queda de uma árvore, mas continua lá, vivo e forte.

Viña del Mar: Paseo Mirador Jorge Alessandri
Uma dica é subir pelas escadas próximas ao Reloj de Flores até o Paseo Mirador Jorge Alessandri, de onde se tem uma boa vista da cidade.

Viña del Mar: Castelo Wulff
Seguimos andando pela Avenida Nueva Marina, de onde há belas vistas do mar, até o Castelo Wulff. Construído no início do século XX, é um dos edifícios históricos mais conhecidos de Viña del Mar. Essa é a parte oficial em que o Chile parece um pedacinho da Europa, não é? Há espaços expositivos no local, mas, infelizmente, no dia em que visitamos, estava fechado.
Castillo Brunet: não visitamos, mas há outro castelo ali perto, o Castillo Brunet. Vimos apenas de longe.
Cassino
Visitamos rapidamente o Cassino de Viña del Mar. Estava, inclusive, acontecendo um evento de Biomedicina, e encontramos estudantes brasileiros por lá! O evento tinha vários estandes legais.
Depois disso, ficamos em um canto curtindo o friozinho trazido pela noite e pelo mar.
Viña del Mar: Passeio noturno de bicicleta
Fun fact: eu aprendi a andar de bicicleta aos 24 anos de idade. Sim, sempre fui conhecido pela falta de equilíbrio e pela tendência ao caos. Meus pais e irmãos mais velhos tentavam de tudo para eu andar num velotrol, e nem nisso eu conseguia. Mas, depois de velho, consegui aprender, e era hora de botar em prática: fazer um tour noturno de bicicleta em Viña del Mar!
O tour foi reservado no mesmo dia em uma agência física da Bicitours. No site, era possível ver os passeios oferecidos. Não encontrei o tour noturno depois, mas pode ser que ele ainda fosse oferecido apenas na loja física.
Foram cerca de 12 km no total, contando ida e volta. O caminho seguia pela costa, desde antes da Playa Los Cañones até depois de Reñaca. É bonito e agradável. Só não gostei de ter de usar uma mountain bike, porque não estava acostumado. Teve também um trecho DO MAL, muito estreito, em que de um lado havia a rodovia e, do outro, um precipício para o mar, haha! Mas foi muito bom. Recomendamos!
Dia #3: Museu Fonck e o moai da Ilha de Páscoa
Não, a gente não queria ir ao Museu do Funk para descer até o chão (chão, chão, chão!), apesar de que talvez fosse uma boa ideia conhecer o funk viñeiro — aceitem o neologismo — e contrastá-lo com o funk carioca. Não!
A atração que mais nos chamou a atenção no Museu Fonck fica do lado de fora: um moai. Sim, uma daquelas enormes estátuas de pedra de Rapa Nui, a Ilha de Páscoa. Trata-se de um exemplar original levado de Rapa Nui para Viña del Mar e de um dos raros moais autênticos existentes fora da ilha.
Quanto à parte interna, não visitamos. O museu possui exposições arqueológicas, etnográficas e de história natural, incluindo peças relacionadas a diferentes povos e culturas do Chile. Um amigo que visitou disse que foi um dos melhores museus que conheceu na vida, haha!
E assim terminou nossa visita à região. Logo voltamos para Santiago, de onde continuaríamos nossa viagem pelo Chile.






































